16 de dezembro de 2009

esposa dos anos 50.


Os seus filhos eram para ser meus, suas roupas deveriam ser lavadas e engomadas por mim, seu jantar quem deveria requentar era eu, pela manhã com as roupas separadas em cima da cama era pra você saber que tem uma mulher e essa mulher deveria ser eu, antes de sair e depois de chegar em casa era os meus lábios que você deveria beijar, era para mim que você deveria perguntar qual o melhor presente para dar a sua mãe, qual gravata combina mais com tal camisa, que restaurante eu prefiro ir no dia do nosso aniversario de casamento, era pra mim que você deveria guardar todos os olhares, todos os teus desejos, era comigo que você deveria fazer sexo sem-graça de terça feira, era pra mim que você deveria contar os problemas no final da noite, deitado na cama enquanto eu tentava ler qualquer coisa, ou pensava no que eu iria fazer para o almoço de amanha, é com você q eu desejava viver o resto da minha vida, sendo tua mulher te satisfazendo e vendo florescer a satisfação em ambas as partes por que minha felicidade é feita da tua. Deveria ser eu que iria ler nos teus olhos teus sentimentos, deveria ser eu que te incentivaria a pegar a promoção para ser promovido, era eu quem deveria estar segurando no seu braço enquanto você caminhava na direção da mesa do seu chefe num restaurante que ele pensava que era o único a freqüentar, era comigo que você deveria ter seu sétimo filho, era comigo que você deveria comprar aquela casa de praia, era comigo que você deveria ir a concessionária fazer um novo financiamento, era comigo que você deveria conhecer Barcelona, era comigo que você deveria velejar os sete mares, era comigo que você deveria viver a vida, era comigo que você deveria estar, para todo o sempre.

13 de dezembro de 2009

perfume.

Que saudade sem fim essa q esfola meu peito, procuro e não acho uma forma de dar fim a esse sentimento nostálgico que tanto me aniquila por dentro. Tento encontrar forças pra por um ponto final, pra virar a pagina, pra começar um novo parágrafo, mas a única coisa que eu consigo é prolongar o texto. Mais de mês que não fito teus olhos, mais de dias que não sinto a tua presença, que não sinto teu toque, teu calor, tuas ânsias, mais de dias que não és a minha paz, é como se tudo tivesse numa pausa eterna, e o play parou de funcionar, é como se eu quisesse uns acréscimos no segundo tempo e a única coisa disponível é um replay do primeiro. Pareces eterno dentro de mim. O amor como todas as outras coisas, com o tempo se transforma, mas me parece que para essa regra o meu amor por ti é uma exceção. Uns dizem que se transformou sim, que agora é vicio, sentimento recalcado, mas duvido muito, me conheço bem demais para duvidar de meu próprios sentimentos. Sei que sabes que o teu perfume me fazia bem as 9h da manhã, então peço encarecidamente que me informes assim que possível a nomenclatura do dito cujo para que eu possa estar efetuando a compra do mesmo, e assim sendo, talvez eu consiga saciar essa vontade de ti, esse desejo perturbador e irremediável da tua presença. Aguardo ansiosamente o dia em que vais me parecer um estranho qualquer, e vou me perguntar onde se escondeu todo aquele sentimento que aflorava diariamente dentro de mim. Espero que fiques alerta para qualquer noticia deste acontecido.

4 de dezembro de 2009

Barcos e planos furados.

e junto com o barco furado, afunda junto meus planos. na imensidao do mar espero que eles se percam, como meu olhar se perdeu, como o amor que eu tinha por ti se perdeu aos poucos, ou morreu afogado, nao sei bem ao certo o que aconteceu. A falsidade me castra, me castra das verdades, me castra do puro, me castra de ti. Hoje, nos teus olhos falei da minha dor, te transpassei minha dor, por um milesimo de segundo fingiste sentir o mesmo, enquanto eu fingia por cima estar. Foi ela que escolhestes, foi nela que vistes tua fonte de prazer, pois então vai ser nele que vais padecer. aproveita a estadia e faz nela e dela o que, ainda bem, não fizestes de mim.



















visitem : www.tiagordinha.blogspot.com

la tem noticias da minha pessoa o/, aqui é so pra textinhos legais ^^.

bjo

25 de novembro de 2009

over.

Olhas-me, tiro a vista.

Ponho a vista, te pões a me olhar.

Movimento rápido, involuntário e insípido.

Tua voz ultrapassa o tempo e o espaço e me alcança.

E a 340 Metros por segundo, sou toda ouvidos.

Achando que o resto da dor que ainda habita em mim pudesse se apoderar de meus sentidos novamente, fiquei bem atenta, e....

NADA, nada ? é nada.

Acho que o soluço foi embora, junto com ele evaporaram as poças de lagrimas que haviam ao meu redor.

Estou pronta, limpa, livre de ti e impurezas do tipo.





pessoas, estou cheia de textos legais, cheia msm ¬¬

so q estao tooooooodos, no meu blackberry, assim que a coragem bater, prometo por aqui eles, até la, so essas bobagens msm =]


to suuuuuuuuper bem, passei por media na facul, e começo a trabalhar dia 1.

18 de novembro de 2009

é a dor o alimento.

Ficas ao meu lado, por que gostas de me ver morrer, morrer de amor, morrer de saudades, morrer de pensar.

Quando ameaço viver, tu foges. Foges por que algo em ti necessita da minha amargura, algo em ti necessita do meu sofrimento, da minha morte lenta e dolorosa. Algo em ti, que eu não vi por causa da cegueira momentânea que fui exposta no momento em que te conheci, é sombrio, é triste, é pesado demais, e eu não sou tão forte quanto o atlas.

Decidi-te, percorre o caminho que mais te agradar, mas faz o favor de lembrar que a minha dor não é parque de diversões pra ninguém.



15 de novembro de 2009

My.

respira,
bebe agua,
deita e dorme,
q a dor passa.
a vergonha passa.
o amor nao, mas ele se acalma.








escutando : hallelujah.

10 de novembro de 2009

Myrella Vas : bom, tem muito tempo ainda, qm sabe né ?

Quem sabe de mim

Quem sabe de ti

Quem sabe de nós

Ai de nós.

Meros coadjuvantes,

Desengonçados e descompassados,

Ligeiros e ávidos

Ai de nós

Cegos na nossa incompetência,

Cegos na nossa exigência

Cegos na nossa necessidade de trevas.

Ai de nós

Efêmeros delírios

Práticos planos

Casas construídas na areia movediça

Devaneios descartados ao leu.

Ai de nós

Ai de mim.