9 de julho de 2009

Ele.

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Parecia que ele não sabia muito bem o que fazer, como agir, era sempre um mistério. Ele parecia se esforçar ao máximo, mas para ela ainda faltava algo, ele dispersava sua atenção e seu gostar com tantas pessoas que para ela nada sobrava, como se já não bastasse não ter mãe ela se sentia às vezes sem pai, era uma incrível e desagradável sensação que sumia com a mesma velocidade que surgia, bastava ela pedir por atenção que ele lhe prestava contas de seus sentimentos. Para ele o seu esforço já era suficientemente grande, arcava com as obrigações e isso já lhe parecia uma grande coisa e de grande valia, para ela somente aquilo não era suficiente, pode ate parecer drama, ou ate quem sabe um folhetim, mas ela já tinha aceitado que o seu irmão era o preferido, nem reclamava mais por isso, tinham lhe ensinado “amo quem me ama”, ela ate tentava por em pratica, mas nem era tão altruísta assim. Diziam para ela também que ele era assim distante por que ela não o tratava com o respeito que uma filha tem por um pai, mas ela fazia questão de explicar que isso é questão de criação, ele me criou assim com abertura para falar de igual para igual, não pode agora nessa altura da vida, 19 anos depois querer mudar, até aceitavam essa explicação, mas no final quem ficava encasquetada com a idéia da falta de respeito era ela, mas percebia com o tempo que aquilo é que era o legal da relação. Outra coisa que perturba bastante ela é a visão dele do mundo, pra ele todo cara não presta e toda amigo pode se revelar um grande amigo, porém da onça. Dizer NÃO é com ele mesmo, parece até mania, cacoete, diversão, passatempo, psicose. Era o que ela mais odiava nele depois das suas desatenções para com os problemas dela. Ele odeia que ela chame ele de ele, e foi só por esse motivo que ela escreveu o texto todo falando dele com um ele, na terceira pessoa tlg ?, só para azucrinar e falar mais uma vez que essa relação vai ser sempre assim ela é feita disso, ela se alimenta disso, é assim que ela sobrevive e é assim que ela vai perdurar por toda a eternidade. P.s.: 19 anos depois ela aprendeu que somente diz o NÃO com tanta convicção quem AMA. Mesmo com todos esse poréns, porquês e entretantos ela ama ele incondicionalmente, ele só não percebe porque é assim que tem que ser.

3 comentários:

Thaysa Oliver. disse...

Ahhh mas eu não podia deixar de comentar nesse texto!!
Achei outra coisa que nós temos em comum, o ponto fraco MAIS FRACO de todos!!
Isso se eu não estiver viajando que esse texto fala de você e seu pai! kkkkkkkkkkkkkkkk
Falo pq o meu, é o verdadeiro amor da minha vida, apesar dos pesares!!
E é notável a emoção quando a gente fala de alguém que ama DE VERDADE!
muuuito lindo o texto!


P.S. Sobre o coment lá no meu Blog, REPITO: poucas pessoas me fazem rir como tu na internet! kkkkkkkkkk, ele tem sim.. tudo aquilo, mas quanto mais anonimo, mais esquecido! ENTENDE?!!
Beeeijo ;*

Bárbara Lima disse...

Ohw mt lindo Ra...eu já ouvi tanto essas reclamações neh... mas eh assim mesmo, nunca estamos satisfeitos...e qualquer relação de pais e filhos que seja tem dessas coisas..o seu pai é meio relaxado contigo e isso te encomoda... o meu é total apegado que até sufoca e isso me encomoda...cada qual do seu jeito...pai é pai... e eles são a nossa vida!

KINHA disse...

Olá!
Gostei muito de seu blog.Espero sua visita.